O transporte de biomassa consiste em mover a granel a matéria vegetal que se usa como combustível: estilha florestal, restos de poda, cascas e outros combustíveis sólidos. Sai da mata, da exploração agrícola ou da indústria que a gera e chega a uma central de produção de energia, a uma rede de calor ou à caldeira de uma indústria ou de um edifício.
É um serviço para empresas florestais, operadores de biomassa, centrais de energia, fabricantes de combustível e qualquer indústria que se aqueça com biomassa e precise que o fornecimento chegue quando deve. Na Transcosur, a biomassa é uma parte natural do transporte a granel com que começámos, e trabalhamo-la com origem ou destino em Espanha e em França.
Cada uma comporta-se de maneira diferente. A estilha seca é leve e voa com facilidade; a estilha verde pesa bastante mais; os restos por triturar ocupam muito e acomodam-se mal. Antes de atribuir um camião queremos saber o que é, que humidade tem e como se carrega.
A biomassa tem dois problemas para o transporte: ocupa muito volume para o que pesa, e descarrega-se em locais que nem sempre são cómodos. O semirreboque de piso móvel resolve os dois.
São semirreboques altos e compridos, pensados para mercadoria volumosa e leve. Com a estilha, o normal é o camião encher-se antes de atingir o peso máximo, por isso cada metro cúbico de caixa conta.
O chão do piso móvel é formado por réguas que se movem e empurram a carga para a porta traseira. A caixa não se levanta, pelo que o camião pode descarregar dentro de um pavilhão, debaixo de uma cobertura, junto a um silo ou num pátio inclinado sem risco de capotamento.
O chão empurra até ao fim e não fica carga agarrada ao fundo. Para a central, isso significa que recebe o que foi pesado; para nós, que o semirreboque fica pronto para a carga seguinte.
| Aspeto | Piso móvel | Basculante |
|---|---|---|
| Volume | Caixa alta e comprida, pensada para produto leve | Caixa mais curta |
| Descarga em pavilhão | Sim, sem levantar a caixa | Precisa de muita altura livre |
| Terreno mole ou inclinado | Descarrega com segurança | Risco de capotamento com a caixa levantada |
| Produto que se compacta | O chão empurra-o | Pode ficar agarrado ao fundo |
A biomassa carrega-se com pá carregadora, com grua florestal ou diretamente a partir do destroçador, conforme o local. Se a carga é na mata, o ponto-chave é o acesso: um camião articulado precisa de um caminho em condições e de espaço para manobrar. Antes de enviar o camião perguntamos como se chega lá e com que meio se vai carregar.
A carga viaja coberta para que a estilha não voe na estrada nem se molhe pelo caminho. O camião circula geolocalizado e a equipa de tráfego sabe a cada momento por onde vai.
No destino, o camião descarrega empurrando a carga com o chão, em fosso, em zona de descarga ou dentro de um pavilhão. Se a instalação tiver báscula, o camião passa por ela à entrada e à saída.
Muitas centrais e caldeiras não precisam de uma viagem isolada, mas de entregas regulares durante toda a temporada. Nesses casos planeamos as viagens com antecedência, de acordo com o calendário da instalação, para que o fornecimento não seja interrompido no inverno, que é quando mais se nota. Trabalhamos com um sistema de gestão da qualidade certificado segundo a norma UNE-EN ISO 9001:2015, o que ajuda a que cada viagem fique registada.
Temos clientes e rotas recorrentes em Espanha e em França, e a partir daí chegamos a outros países europeus. Na biomassa isso ajuda a encaixar cargas de retorno e a ter camiões disponíveis na época alta. Se a sua biomassa atravessa os Pirenéus, veja também a nossa página de transporte entre Espanha e França.
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Perguntas frequentes